Al Brito e Seu Piano – Arco-Iris Musical (1958)

Columbia LPCB 37035

I doubt that any secret agent ever had as much aliases or false names as piano player João Leal Brito, aka Britinho.
Now another, previously unknown alias under which his album for Columbia was released is Al Brito.
On the other hand, this time it is not as undercover as usual, as the linear notes on the back cover, written by Fernando Cesar, clearly identify him as João Leal Brito.

Accompanied by orchestra, he is performing:

01. Un Angelo É Sceso a Brooklyn (B. Canfora / B. Zapponi / C. Romano)
02. Besame Mucho (Consuelo Velasquez)
03. Nos Braços de Isabel (Sílvio Caldas / José Judice)
04. I’ll Close My Eyes (B. Reid / B. Kaye)
05. Foi A Noite (Tom Jobim / Newton Mendonça)
06. Podes Voltar (Nazareno de Brito / Othon Russo)
07. Il Nostro Giorno (E. Sciorilli / Gian Carlo Testoni)
08. If I Should Lose You (Leo Robin / Ralph Rainger)
09. Mocinho Bonito (Billy Blanco)
10. Faça de Conta (Fernando César)
11. All The Way (Jimmy Van Heusen / Sammy Cahn)
12. Porque e Para Que (Jaime Florence “Meira” / Fernando César)

COLUMBIAN SECRET SERVICE

Créditos: Pedro & 300discos

OS MUITOS NOMES DE RUBENS LEAL BRITO by Denis:
Alguns artistas mudam seu nome durante a carreira (casos de Jorge Benjor e Sandra de Sá). Outros usam um ao cantar e outro ao compor (como Jamelão, que assina as composições com seu nome de batismo, José Bispo). Mas o pianista gaúcho Rubens Leal Brito é um sério candidato a recordista de nomes artísticos simultâneos. Assinava com seu próprio nome suas composições, feitas entre 1938 e 1951, sozinho ou em parceria com Jorge Faraj. Como Britinho, além de gravar seus próprios discos com solo de piano – na Continental em 1956 e em LPs da Sinter em 1956 e 1957 -, acompanhava cantores, como na estréia em disco de João Gilberto (Copacabana, 1952). Também foi com este nome que gravou uma série de discos com outro pianista, Fats Elpídio (RCA, 1952-53). Assinou desta maneira algumas músicas, feitas entre 1952 e 1963 com os parceiros Fats Elpídio, Mesquita e Fernando César. Já era chamado Britinho em 1943, quando tocou na Rádio Farroupilha (Porto Alegre).
Após alguns recitais, foi contratado para integrar a Orquestra Panfar, da emissora. Dirigiu por um período o Jazz da PRH-2, enquanto seguia atuando como pianista.
Algumas das músicas gravadas pelo pianista Britinho em discos Todamérica de 1951 eram de autoria de… João Leal Brito. Este também era o parceiro de Fernando César em “Noite Chuvosa” (1960). Seria um irmão de Rubens? Talvez, embora em 1953, o crédito do choro “Vê se te Agrada”, gravado por Gentil Guedes e sua Orquestra na Sinter, era para João Leal BritoBritinho“.
Assinando Leal Brito, gravou LPs na Musidisc (1955) e na Sinter (1956-57). Também teve músicas gravadas em 1955.
Teria havido outros nomes? É possível. Em abril de 1957, o radialista Almirante era convocado pela Justiça carioca para dar seu parecer como perito a respeito da ação da gravadora Rádio, que mantinha o pianista Waldir Calmon sob contrato e acusava a Musidisc de procurar iludir o consumidor, ao lançar o LP Para Dançar, gravado por Leal Brito com o pseudônimo de Pierre Kolman. Outra alegação se referia ao título do disco – Calmon tinha uma série de LPs com o nome de Feito para Dançar. Almirante concordou com a acusação. Talvez outro disco de “Kolman” tenha saído, pois o site do Dicionário Cravo Albim registra este pseudônimo, ao lado de outro – Franca Vila. Curiosamente, ali o nome de batismo de Britinho acabou sendo mencionado como “João Adelino Leal Brito“…

P.S: Em 2008, o blog Toque Musical disponibilizou para download o LP Dance com Musidisc – Vol. 1, de Pierre Kolmann, e a questão sobre sua real identidade voltou à tona, sendo discutida no espaço de comentário daquela postagem. Um usuário anônimo chegou a postar na íntegra esta minha nota, sem porém dar-me o crédito da autoria. Mas, o melhor de tudo, é que entre os comentaristas apareceu Vinicius Carvalho Veleda, que é …um sobrinho-neto de Rubens Leal Brito! Sim! Vejam o que ele disse, em 2009:

Olá a todos, por incrível que pareça Rubens Leal Brito é meu tio-avô. Ele nasceu em Pelotas/RS, meu avô era Oscar Leal Veleda, eles eram irmãos apenas por parte de mãe, o “Britinho” do primeiro casamento, que no total são 4, e do segundo casamento meu avô que são mais 3, nome da minha bisavó era Chica Leal.(teve 7 filhos) João Leal Brito, era irmão do Britinho, porém mais novo, e foi levado para o Rio de Janeiro por influência de Britinho. Quem me contou isso, foi meu pai, Clóvis Veleda, que lembra muito bem do Britinho, segundo meu pai ele sempre vinha passar o carnaval aqui em Pelotas. Depois que meu pai me contou, pedi alguma coisa para ler sobre ele, e conseguiu algumas folhas, logo me interessei por conhecer sua obra. Quem souber mais coisa sobre Britinho e sua Orquestra, me interessaria muito. Abraços!

Ficou confirmado então, como eu supus, que João Leal Brito era um irmão de RubensBritinho“, e não mais um pseudônimo. (F.G., 5.8.11)

2 thoughts on “Al Brito e Seu Piano – Arco-Iris Musical (1958)

  1. Os muitos nomes de Rubens Leal Brito
    Alguns artistas mudam seu nome durante a carreira (casos de Jorge Benjor e Sandra de Sá). Outros usam um ao cantar e outro ao compor (como Jamelão, que assina as composições com seu nome de batismo, José Bispo). Mas o pianista gaúcho Rubens Leal Brito é um sério candidato a recordista de nomes artísticos simultâneos. Assinava com seu próprio nome suas composições, feitas entre 1938 e 1951, sozinho ou em parceria com Jorge Faraj.
    Como Britinho, além de gravar seus próprios discos com solo de piano – na Continental em 1956 e em LPs da Sinter em 1956 e 1957 -, acompanhava cantores, como na estréia em disco de João Gilberto (Copacabana, 1952). Também foi com este nome que gravou uma série de discos com outro pianista, Fats Elpídio (RCA, 1952-53). Assinou desta maneira algumas músicas, feitas entre 1952 e 1963 com os parceiros Fats Elpídio, Mesquita e Fernando César. Já era chamado Britinho em 1943, quando tocou na Rádio Farroupilha (Porto Alegre). Após alguns recitais, foi contratado para integrar a Orquestra Panfar, da emissora. Dirigiu por um período o Jazz da PRH-2, enquanto seguia atuando como pianista.
    Algumas das músicas gravadas pelo pianista Britinho em discos Todamérica de 1951 eram de autoria de… João Leal Brito. Este também era o parceiro de Fernando César em “Noite Chuvosa” (1960). Seria um irmão de Rubens? Talvez, embora em 1953, o crédito do choro “Vê se te Agrada”, gravado por Gentil Guedes e sua Orquestra na Sinter, era para João Leal Brito “Britinho”.
    Assinando Leal Brito, gravou LPs na Musidisc (1955) e na Sinter (1956-57). Também teve músicas gravadas em 1955.
    Teria havido outros nomes? É possível. Em abril de 1957, o radialista Almirante era convocado pela Justiça carioca para dar seu parecer como perito a respeito da ação da gravadora Rádio, que mantinha o pianista Waldir Calmon sob contrato e acusava a Musidisc de procurar iludir o consumidor, ao lançar o LP Para Dançar, gravado por Leal Brito com o pseudônimo de Pierre Kolman. Outra alegação se referia ao título do disco – Calmon tinha uma série de LPs com o nome de Feito para Dançar. Almirante concordou com a acusação. Talvez outro disco de “Kolman” tenha saído, pois o site do Dicionário Cravo Albim registra este pseudônimo, ao lado de outro – Franca Vila. Curiosamente, ali o nome de batismo de Britinho acabou sendo mencionado como “João Adelino Leal Brito”…

    P.S: Em 2008, o blog Toque Musical disponibilizou para download o LP Dance com Musidisc – Vol. 1, de Pierre Kolmann, e a questão sobre sua real identidade voltou à tona, sendo discutida no espaço de comentário daquela postagem. Um usuário anônimo chegou a postar na íntegra esta minha nota, sem porém dar-me o crédito da autoria. Mas, o melhor de tudo, é que entre os comentaristas apareceu Vinicius Carvalho Veleda, que é …um sobrinho-neto de Rubens Leal Brito! Sim! Vejam o que ele disse, em 2009:  

    Olá a todos, por incrível que pareça Rubens Leal Brito é meu tio-avô. Ele nasceu em Pelotas/RS, meu avô era Oscar Leal Veleda, eles eram irmãos apenas por parte de mãe, o “Britinho” do primeiro casamento, que no total são 4, e do segundo casamento meu avô que são mais 3, nome da minha bisavó era Chica Leal.(teve 7 filhos) João Leal Brito, era irmão do Britinho, porém mais novo, e foi levado para o Rio de Janeiro por influência de Britinho. Quem me contou isso, foi meu pai, Clóvis Veleda, que lembra muito bem do Britinho, segundo meu pai ele sempre vinha passar o carnaval aqui em Pelotas. Depois que meu pai me contou, pedi alguma coisa para ler sobre ele, e conseguiu algumas folhas, logo me interessei por conhecer sua obra. Quem souber mais coisa sobre Britinho e sua Orquestra, me interessaria muito. Abraços!

    Ficou confirmado então, como eu supus, que João Leal Brito era um irmão de Rubens “Britinho”, e não mais um pseudônimo. (F.G., 5.8.11)

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